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  • 12.9.08

    Quando apertar o botão?


    Sabe aquela sensação de uma voz falando na sua orelha?

    Igual desenho animado que tem um diabinho e um anjinho discutindo sua vida enquanto vc fica no meio tentando escolher a melhor opção?

    Parece brincadeira, mas de certa forma isso realmente acontece e o estresse do dia a dia nos leva a escolher na maioria das vezes a opção errada. A incerteza e o medo de "algo dar errado" fazem a gente deixar oportunidades passarem. Aquela sensação de sempre estar faltando alguma coisa nos persegue. E o pior é que nós sabemos que o que falta é coragem de apertar o botão do "Foda-se" e correr pro abraço!


    Abaixo um poema pra vc refletir.


    "A vida é o dever que nós trouxemos para fazer em casa.
    Quando se vê, já são seis horas!
    Quando de vê, já é sexta-feira!
    Quando se vê, já é natal...
    Quando se vê, já terminou o ano...
    Quando se vê perdemos o amor da nossa vida.
    Quando se vê passaram 50 anos!
    Agora é tarde demais para ser reprovado...
    Se me fosse dado um dia, outra oportunidade, eu nem olhava o relógio.
    Seguiria sempre em frente e iria jogando pelo caminho a casca dourada e inútil das horas...
    Seguraria o amor que está a minha frente e diria que eu o amo... E tem mais: não deixe de fazer algo de que gosta devido à falta de tempo. Não deixe de ter pessoas ao seu lado por puro medo de ser feliz.
    A única falta que terá será a desse tempo que, infelizmente, nunca mais voltará."

    Mário Quintana

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    20.8.08

    Indagações do Brazil para Brasil

    Não tem vergonha?
    Não tem complexo?
    Sou lugar lindo,
    Sou terra fértil

    Cadê a rico?
    Cadê o pobre?
    Por um bom sonho,
    Todos são nobres

    Mas que nobreza?
    Passando fome?
    Esperança nua,
    Este é meu nome

    E o carnaval?
    Mulheres nuas?
    Grana corrompe,
    Igual a sua

    E os políticos?
    Muitos corruptos?
    São seduzidos,
    Pelo seu mundo

    E o futebol?
    Só é o que fazem?
    Nós temos mais,
    Cultura e Arte

    Têm isso onde?
    Quer me dizer?
    Você é porco,
    E nada vê



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    12.8.08

    Zagati - Mini Cine Tupy

    O Catador


    Um projetor ele conseguiu
    E não é mais de caixote
    Este é de puro sonho vivo
    Sonho que vive e torna forte

    Os olhos brilham para tela
    Abrem a mente de gente carente
    Com pipoca na mão e sorriso no rosto
    Trazendo cultura através da lente

    Dezesseis milímetros de pura magia
    Histórias e contos são revelados
    Alguns minutos que transformam
    Todos em loucos apaixonados

    Esta loucura fascinante
    Deixa o sonho sempre no foco
    Faz esquecer todas as promessas
    Daquele que insiste em pedir seu voto

    E quando o belo domingo chega
    E chega também o Zagati aqui
    A molecada logo corre
    Para o belo Mini Cine Tupy





    Foto: Marcelo Min - Agência Foto Garrafa

    Conheça mais sobre a fantástica história de José Luiz Zagati

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    1.8.08

    O Profeta

    Salve o mais belo profeta!
    Aquele que serve de guia
    Anuncia a grande chegada
    Do amor que se foi outro dia

    Convida através das letras
    Alimenta através das páginas
    Revigora através dos sonhos
    Sustenta através das falas

    O profeta em questão eu lhe digo
    Não tem sua morada na luz
    Muito menos é poderoso
    Como aquele que fez cada um

    Prefere viver pelos cantos
    Escrevendo amores passados
    Escrevendo amores futuros
    Escrevendo sonhos solitários

    Um sonho velho e rasgado
    É o poder que ele carrega
    Enxerga o tudo no nada
    E o nada o acompanha na terra

    E a luz deste tal profeta
    Alumia as escuridões
    Outros corações tão escuros
    Ascendem como lampiões

    Então a alegria chega
    Tanto acolá quanto aqui
    E nos fica a bela certeza
    Um poeta passou por aqui!

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    31.7.08

    Chover - Cordel do Fogo Encantado

    "O sabiá no sertão

    Quando canta me comove

    Passa três meses cantando

    E sem cantar passa nove

    Porque tem a obrigação

    De só cantar quando chove"

    Zé Bernardinho

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    Banditismo & Etnia



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    30.7.08

    Um pouco antes

    Numa boate em São Paulo ...

    - Oi
    - Oi
    - Tudo bem?
    - Tudo e você?
    - Tranqüilo. Quente aqui né?
    - É. Essa musica é boa. Você gosta?
    - Gosto. Quer dançar?
    - Sim, vamos
    - Vem sempre aqui?
    - Às vezes e você?
    - Também
    - Você dança bem
    - Obrigado
    - Cuidado com essa mão
    - Desculpe. É que deu vontade...
    - E quando tem vontade vai logo fazendo assim?
    - É. Não gostou?
    - Pra falar a verdade gostei. Chega mais perto.
    - Assim?
    - É
    - Perfume gostoso
    - Ai
    - Que foi?
    - Um arrepio
    - Você quer?
    - Quero
    - Hum adorei seu beijo
    - Que boca gostosa
    - Me aperta...
    - Assim?
    - É. hummm
    - Faz em mim também?
    - Faço
    - Ai
    - Isso


    ... minutos depois ...

    - Ai... não agüento mais
    - Vamos sair daqui?
    - Pra onde?
    - Sei lá. Um lugar mais tranqüilo
    - Vamos. Também te quero
    - Pega na minha mão
    - ok

    ... e as duas garotas foram curtir a noite em outro lugar.

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    29.7.08

    Visões

    Sonho que vem
    mente que arde
    fantasia ela cria
    enxergo a verdade

    É fato verídico
    loucura sonhada
    loucura vivida
    loucura amada

    Através da janela
    vejo a cidade
    pessoas que andam
    sem ver a realidade

    Mas ela é clara
    nua e crua
    pois a vejo daqui
    passeando na rua

    Anjos e Demônios
    Elfos e Dragões
    Reis e Princesas
    Ratos e Leões

    Todos num só
    um só em todos
    e ninguém observa
    são todos uns tolos

    Ou talvez eu que tenha
    loucura absurda
    pois vejo um sonho
    andando na rua

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    25.7.08

    O Conto de Rodry - A agulha dourada

    - Você o conheceu? Acredita mesmo que ele é o Salvador?

    O rapaz não continha-se de curiosidade e queria saber o motivo de tudo aquilo.

    - Claro que sim!

    Respondeu o Anjo olhando nos olhos dele. Encolheu-se com medo daquele olhar e perguntou ao mesmo tempo em que abaixara a cabeça.

    - Você pode contar-me quem ele é?

    - Rapidamente e sem detalhes. Temos muito que fazer e receio que estamos sendo seguidos. Sente-se e escute, pois não vou repetir.

    Esconderam-se na escuridão e o Anjo começou seu relato.

    - Como todo bom General ele era respeitado por todos entre os céus e o inferno. Claro que muito mais pelo inferno já que era comandante da maior legião de demônios do mundo celestial.

    - Ele era grande?
    - Apenas escute!
    - Desculpe, continue, por favor...

    - Desde a grande batalha, quando o Único foi expulso dos céus, ele vinha colecionando importantes vitórias sobre as hostes angelicais. Sua fama era tão grande que alguns dizem que foi ele quem salvou o Único de sua queda eterna.

    - Nossa...

    - Rodry tem dois companheiros: Itum sua espada negra e Spadafus seu lobo alado.
    O primeiro é inseparável e temida por todos, pois foi tocada pelo Filho D’Ele a dois mil anos. Como isso aconteceu é um mistério e a única prova é a marca branca na ponta da lâmina de Itum. O segundo é um amigo, se é que Demônios têm amigos. Dizem que Spadafus tem uma forte influência sobre Rodry e parece que ultimamente isto tem tornado-se mais intenso. O lobo tem também uma particularidade intrigante, suas asas brancas. Em muitas batalhas já foi confundido com um Anjo e sempre que isto aconteceu Rodry arrancara a cabeça do Demônio confuso com a Itum.

    - Ele não se parece nada com um Salvador.

    O Anjo olhou novamente para o rapaz.

    - Desculpe. - Entendendo o recado o ele abaixou a cabeça novamente.


    - As coisas estão mudando. Contarei apenas um pequeno resumo dos fatos, já que são muito mais complexos do que parecem ser. Há pouco tempo houve uma batalha contra o Exército Angelical do Leste. Rodry chegou quando a luta já tinha começado. E quando avançou contra os Anjos sentiu seu ser demoníaco diferente. Sem saber o porquê recuou o ataque e avançou contra seu próprio exército. Matou pelo menos uns vinte demônios. Imediatamente a batalha parou e todos, dos dois lados, olharam intrigados para Rodry.

    - Uau!

    - Então aconteceu uma coisa mais intrigante ainda. Rodry chorou. Milhares de anjos presenciaram as lágrimas do Demônio mais poderoso do inferno, eles tocaram suas trombetas de ouro e comemoraram. A hoste demoníaca deixou seu General recuando para o infinito abandonando a batalha. Apenas Itum e Spadafus continuaram com ele.

    - Ele ficou lá no meio de tantos Anjos?

    Perguntou o rapaz maravilhado com a história.

    - Não. Depois do ocorrido Rodry fugiu para as profundezas do inferno. Dizem que está escondido nas cavernas.

    O Anjo levantou-se e puxou o rapaz pelo braço.

    - Não me diga que estamos ind...

    - Cale a boca e levante-se. Já perdemos muito tempo. Vamos encontrá-lo custe o que custar.

    - Mas...

    continua ...

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    24.7.08

    Momentos

    Um momento
    Um olhar
    Um sorriso
    Uma frase
    Um pedido
    O beijo
    Outros momentos
    Outros encontros
    Outros sorrisos
    Outros pedidos
    Outros beijos
    O ato
    A paixão
    O amor
    Nosso filho
    Renascimento
    Em nossas vidas
    O milagre

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    23.7.08

    Simon's Cat



    Sim. Eu odeio gatos.

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    22.7.08

    A Agulha dourada - A batalha de Rodry


    "...de cima do prédio olhou a cidade abaixo.
    Sua pele negra e suas asas demoníacas brilhavam a luz da lua cheia.
    Noites anteriores havia entrado no sonho de sua vítima, por isso a conhecia muito bem.
    Rodry jogou-se do cume do edifício na direção do rapaz. – Presa fácil – pensava ele. Sacou sua espada negra e a posicionou ao lado de seu corpo. Mas quando estava a menos de três metros da vítima foi surpreendido por um golpe tão forte que fez com que Rodry rolasse no chão. Quando levantou a cabeça viu o que o atingira. Era um maldito Anjo. Postado ao lado daquele rapaz com sua espada dourada em punho. Com um movimento quase imperceptível o Anjo sacou sua trombeta de ouro e a tocou tão alto que fez com que o demônio ajoelha-se no chão. A covardia do Anjo fez com que Rodry soltasse um urro de raiva. Então um a um foram chegando. Postaram-se ao redor do demônio formando um círculo que emitia um brilho intenso.
    - Viemos o mais rápido que pudemos General.
    - Eu sei. Como vai Rodry? Há tempos não nos encontramos não é? – disse o Anjo guardando sua trombeta dourada.
    O demônio sorriu e levantou-se.
    - Eu também tenho amigos Anjo maldito! – De repente o céu escureceu e os Anjos ouviram asas enormes batendo acima de suas cabeças.
    Então Rodry sentiu que a vitória estava próxima e lançou-se para batalha..."
    Este é mais um trecho de "A agulha dourada"

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    21.7.08

    A agulha dourada - Voltei a escrever!

    Voltei a escrever meu livro.
    Isso mesmo!
    Após 7 meses parece que a vontade de escrever voltou.
    É meio estranho, as vezes da vontade de deletar tudo do computador. Sei lá...coisa de louco.

    Mas enfim.... o importante é que voltei...
    E logo abaixo vai o início de um dos vários capítulos...só pra dar vontade de ler..rsrsrs

    é bom estar de volta, vamos ver até quando vai durar esta empolgação..rs

    ________________________________

    A agulha dourada

    "...Amanheceu e nada mudou, aparentemente.
    A mesma roupa amassada de dormir, o mesmo quarto bagunçado e a mesma cara de sono que já estava acostumado a ver todos os dias naquele manchado espelho pelas manhãs. Mesmo assim seu olhar vasculhou cada canto daquele quarto só pra ter certeza. Apesar de tudo parecer fisicamente no mesmo lugar do dia anterior ele achava que não. Estava sentado na cama olhando para parede onde o espelho e uns quadros velhos disputavam espaço com a foto da seleção. Mexeu-se lentamente. Primeiro o pé esquerdo depois o direito tocou no chão. Imediatamente olhou para baixo e percebeu a burrada que acabara de fazer.
    – Acordei com o pé esquerdo, que merda!
    Balançou a cabeça, incrédulo com o tamanho da própria burrice. Levantou, caminhou até a porta, virou à direita e seguiu direto para o banheiro. Precisava pensar e colocar as idéias no lugar. Sentou no vaso e fechou os olhos enquanto seu corpo aliviava-se naquele trono abençoado. Após dois minutos naquele relaxamento angelical lembrou-se do sonho estranho que teve naquela noite..."

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    18.7.08

    O Disco e a Vida


    O disco roda na vitrola
    A vida roda também
    Roda a vida em um disco
    O disco na vida também
    Porque a música vive
    E um disco canta também
    Mas quando o disco e a vida se encontram
    Eu canto e vivo também

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    16.7.08

    O conto do Gestor Assassino

    Ele matou.

    Fez isso com a tranqüilidade e frieza de quem não se importa nem um pouco com o próximo. Em sua burrice doentia assassinou esperanças, sonhos, perspectivas e alguns futuros profissionais prósperos naquela empresa. Em seu primeiro dia se fez de bom menino. Sorrisos pra lá, outros pra cá. Sorrisos visivelmente inseguros. Sorrisos de desespero. Sorrisos de “o que estou fazendo aqui!”. Mas não poderia perder aquele emprego, muito menos o salário. Faria o que fosse necessário para firmar-se naquela empresa. Até mesmo matar. Ele sabia que não estava preparado para assumir aquele cargo. E seus subordinados também. Mas eles não podiam fazer nada. Aquele camarada sorridente não estava ali por acaso, era peixe grande. Surgiu do nada, mas vindo indicado por alguém. Alguém tão burro quanto ele, mas fazer o que?

    Os dias passaram.
    As semanas.
    Passados pouco menos de seis meses aconteceu.

    Um por um foram embora.

    No mesmo dia, na mesma hora, por conta própria.
    Os subordinados daquele inseguro, desesperado e perdido Gestor abandonaram o barco para assistir o naufrágio de camarote, longe dali. A pressão, a falta de preparo, a falta de comunicação e a falta de transparência fizeram daquela empresa um inferno, assassinando toda a motivação da equipe. O pior é que ele precisava de todos, pois em sua arrogância não admitiu que soubesse pouco.
    Ninguém foi demitido. Todos se demitiram.
    A equipe cometeu um suicídio, mas era algo feliz, como se soubessem que renasceriam em outro lugar melhor para se trabalhar.
    O Gestor matou sua própria carreira naquela empresa que deveria ter sido um lugar melhor para se trabalhar.


    E assim todos viveram felizes para sempre, até o Gestor que descobriu que essa vida de assassino não leva ninguém a lugar nenhum.



    "...relatos encontrados na agenda de um subordinado horas após os crimes...."

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    Hospedagem